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69 por cento das Empresas não fazem formação

TRINTA E UM POR CENTO das empresas portuguesas realizaram ou desenvolveram acções de formação profissional, segundo um estudo de 2005 da DGEEP (Direcção Geral de Estudos, Estatísticas e Planeamento) do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. Empresas inteligentes que apostam no futuro, ou, melhor, que querem fazer o seu futuro.
Estas empresas perceberam que é preciso qualificar e dotar os seus recursos humanos para estimularem o aumento da sua produtividade e consequente competitividade. Aumentando competências, permitindo especializações, fomentando a criatividade e o empreendedorismo, preparando as pessoas não só para receberem com normalidade e expectativa a mudança mas também para elas próprias se constituírem agentes da mudança.
Le Boterf (1996: 96) defende que as necessidades de formação nascem do fosso entre dois pólos: o perfil profissional actual e perfil profissional requerido. O primeiro significa “ o conjunto de saberes, saber-fazer e saber-ser que um indivíduo possui em relação a um perfil profissional requerido”. O segundo descreve “o conjunto de saberes, saber-fazer e saber-ser que um indivíduo deve possuir para ocupar determinada função”. Quanto mais próximos estiverem estes dois pólos menores são as necessidades de formação.
A aposta na formação deixou de ser, para estas empresas, uma opção puramente pessoal, sendo que são as próprias que facultam a formação aos seus colaboradores, como uma forma de valorização da sua oferta. Parabéns.

SESSENTA E NOVE POR CENTO não investe na formação dos seus quadros. Resistem ferozmente em relação à necessidade de formação constante, essencial na prossecução de determinados objectivos e na melhoria da performance organizacional da mesma em determinadas áreas como é o caso da inovação e tecnologia.
A responsabilidade por este facto é precisamente a falta de formação dos seus quadros directivos ou dos empresários, que muitas vezes não só não valoriza como vê a qualificação dos seus recursos humanos como uma ameaça. Aliás, este estudo da DGEEP conclui que são os dirigentes das empresas que menos frequentam acções de formação.
Estão chocados? Esperem por esta. As principais razões que estes alegam para não fazerem formação são ainda mais espantosas, conforme o quadro que se apresenta.
Estas empresas (69 por cento das empresas portuguesas!) estão deslocadas da realidade e provavelmente afastadas de uma perspectiva de futuro para o seu negócio. Das duas uma: ou têm os colaboradores com a melhor e mais sólida formação do País, ou vão perceber o erro dentro de algum tempo, infelizmente muitas de uma forma talvez irreversível.
As necessidades das instituições surgem com o desenvolvimento das novas tecnologias, com as disputas de mercado, com a regulamentação comunitária, com as exigências de qualidade, ou seja, são problemas novos que requerem soluções rápidas e inovadoras. As necessidades individuais situam-se no aparecimento de novos instrumentos de trabalho que por sua vez requerem saberes mais abstractos e polivalentes devido, exactamente, à proliferação das necessidades empresariais, já para não falar da não muito invulgar necessidade de reconversão ou especialização dos funcionários.

OITENTA E DOIS POR CENTO das empresas que realizaram formação observou uma maior satisfação dos clientes. Setenta e seis por cento aumentou a qualidade dos serviços e bens. Setenta e dois por cento aumentou a competitividade e cerca de cinquenta por cento aumentou a produtividade e/ou capacidade produtiva.
Por outro lado, setenta e dois por cento das empresas que apostaram na qualificação/formação admitem que registaram alterações nos processos de trabalho. Sessenta e dois por cento introduziu novas tecnologias. Quarenta e seis cento procedeu a alterações nas estruturas organizacionais. Quase 60 por cento apresentou inovação nos produtos / serviços.
Há dúvidas? Estou certo que não. Mas então porque continuamos a ser dos países da União Europeia que menos apostam na formação? Só pode ser mesmo falta de formação!

ESTA É CONCERTEZA UMA DAS PRINCIPAIS RAZÕES para a debilidade de Portugal actual. É um dos países da UE com maiores fragilidades na área da inovação (23º lugar em 29º Países no Summary Inoovation Índex do European Innovation Scoreboard) e um dos menos competitivos (43º lugar em 61 países e Regiões no Índice de Competitividade do reputado International Institute for Managment Development, da Suíça).
Na realidade, a estrutura da economia portuguesa apresenta como elementos mais críticos quer os reduzidos níveis de produtividade, quer os incipientes níveis de qualificação dos recursos humanos, quer ainda os débeis níveis de inovação empresarial (tecnológica, organizacional, marketing) e de planeamento e visão estratégica por parte das empresas e organizações.
E o pior de tudo é que em Portugal não só os trabalhadores são pouco qualificados e denotam uma formação deficiente e desajustada, como os gestores não demonstram sensibilidade para a qualificação dos recursos humanos. Educação.
Este sempre foi por exemplo os segredo das economias dos povos nórdicos.
E nós?
O que vamos fazer?

Ora mt bem. É assim mesmo. Mai nada!...

Fosga-se A Mota Era Linda

A Famel foi uma das maiores empresas motorizadas em Portugal. O edifício encontra-se na Estrada Nacional de Agueda, localizando-se nos arredores da Vila Mourisca do Vouga. Apesar do grande sucesso nas décadas de 70 e 80, devido à forte concorrência internacional, rápidamente a crise se instalou na empresa. Mas, além da forte concorrência, a quebra do acordo entre a Zündapp (empresa alemã de fabrico de motores, que era o fornecedor da Famel) e a Famel, fez com que mais problemas se criassem. A Famel, econtrando-se num país com num fraco desenvolvimento em tecnologia mecânica, não pôde aliar-se a nenhuma empresa portuguesa que desenvolvesse motores, aí se justifica a aliança antiga entre a Famel e Zündapp da alemanha. Nos anos seguintes a Famel começou lentamente a despedir empregados e a vender peças de motorizada e moto. Em 2002 depois de meses dentro das portas dos tribunais, devido a dívidas da empresa pela esperança de algum dia conseguir se levantar de novo, foi forçada a abrir falência deixando poucas centenas de desempregados.

Na Famel passaram milhares de operários, onde trabalhavam quase 1000 empregados directamente na empresa. Hoje em dia só resta o edifício embora um pouco degradado, principalmente os vidros partidos, mas o edifício está totalmente intacto que poderá estar de pé vários anos.

Origem: Wikipédia

Um gajo fica triste, claro que fica triste! FOSGA-SE!!!!
FAMEL! volta! estás perdoada!

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